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Campanha de Display será migrada para Geração de Demanda

Google Display Ads será integrado ao Demand Gen: o que muda para os anunciantes?

O Google anunciou uma das mudanças mais importantes dos últimos anos para quem utiliza a Rede de Display. As campanhas Google Display Ads (GDA) serão gradualmente integradas ao Demand Gen, consolidando em um único tipo de campanha recursos que antes estavam distribuídos entre diferentes soluções da plataforma.

Embora a Google Display Network (GDN) continue existindo, a forma de acessá-la passará por uma transformação significativa. Na prática, o Google está unificando o gerenciamento de seus canais de mídia em um ambiente mais moderno, automatizado e orientado por inteligência artificial.

O que está acontecendo?

Atualmente, os anunciantes podem criar campanhas específicas de Google Display Ads, utilizando exclusivamente a Rede de Display.

Com a mudança anunciada, esse tipo de campanha deixará de existir de forma independente.

A partir de agora, será possível utilizar a Google Display Network (GDN) dentro das campanhas Demand Gen, juntamente com outros canais do ecossistema Google, como:

  • YouTube
  • Discover
  • Gmail
  • Google Maps

Essa integração amplia significativamente as possibilidades de segmentação, formatos de anúncios e recursos de otimização.

O cronograma da migração

O Google divulgou um cronograma para essa transição.

Maio de 2026

  • Os anunciantes já podem utilizar campanhas Demand Gen como alternativa às campanhas Google Display Ads.

Janeiro de 2027

  • Não será mais possível criar novas campanhas Google Display Ads.

Ao longo de 2027

  • As campanhas GDA existentes serão migradas automaticamente para o Demand Gen.

A mudança será gradual, permitindo que anunciantes e agências adaptem suas estratégias antes da migração definitiva.

O que o Demand Gen passa a oferecer?

A integração não representa apenas uma mudança de nomenclatura ou de interface.

O Demand Gen incorpora recursos que não estavam disponíveis nas campanhas tradicionais de Display.

Inventário ampliado

Além da Rede de Display, o Demand Gen passa a oferecer inventário também em:

  • Discover
  • Google Maps

Isso amplia significativamente os pontos de contato com o consumidor ao longo da jornada de compra.

Novos formatos criativos

Os anunciantes passam a contar com novos recursos, como:

  • anúncios em carrossel;
  • ferramentas de IA generativa para criação de anúncios;
  • maior variedade de formatos de anúncios em vídeo.

Esses recursos permitem desenvolver campanhas mais visuais, dinâmicas e adaptadas ao comportamento atual dos usuários.

Segmentação mais avançada

Além das listas de remarketing e segmentações tradicionais, o Demand Gen incorpora recursos como:

  • segmentos semelhantes (Lookalike);
  • segmentação otimizada;
  • uso mais inteligente de dados primários (first-party data).

A tendência é que a inteligência artificial assuma um papel cada vez maior na identificação das audiências com maior potencial de conversão.

Novas estratégias de lances

Entre os recursos adicionados estão:

  • Target CPC (tCPC);
  • Orçamentos com cronograma (Flighted Campaign Budgets).

Essas funcionalidades oferecem maior flexibilidade para campanhas promocionais, lançamentos e ações com período determinado.

Interface completamente renovada

Outro destaque é a nova experiência de gerenciamento.

O Demand Gen passa a oferecer:

  • pré-visualização dos anúncios;
  • relatórios por canal;
  • interface modernizada;
  • gerenciamento centralizado.

O objetivo é simplificar a administração das campanhas e facilitar a análise de desempenho entre as diferentes superfícies do Google.

Muito além de uma simples migração

À primeira vista, essa atualização pode parecer apenas a substituição de um tipo de campanha.

Na realidade, ela faz parte de um movimento muito maior que o Google vem conduzindo nos últimos anos.

Campanhas como Performance Max e Demand Gen demonstram claramente a estratégia da empresa de:

  • reduzir a quantidade de tipos de campanha;
  • concentrar mais canais em uma única campanha;
  • ampliar o uso da inteligência artificial na otimização;
  • depender cada vez mais da qualidade dos dados enviados pelos anunciantes.

Em outras palavras, o diferencial competitivo deixa de estar apenas na configuração manual das campanhas e passa a depender, cada vez mais, da qualidade da mensuração e dos dados utilizados para alimentar os algoritmos do Google.

O que isso significa para anunciantes e agências?

Essa mudança exige uma preparação antecipada.

Embora a migração definitiva ocorra apenas em 2027, já faz sentido começar a testar campanhas Demand Gen e compreender suas diferenças em relação às campanhas tradicionais de Display.

Também será cada vez mais importante garantir que recursos como:

  • Google Analytics 4 (GA4);
  • Google Tag Manager (GTM);
  • Enhanced Conversions;
  • Consent Mode V2;
  • Server-side Tagging;

estejam corretamente implementados, pois a qualidade desses dados influencia diretamente o desempenho dos algoritmos de otimização.

Conclusão

A integração do Google Display Ads ao Demand Gen representa mais um passo na evolução do Google Ads em direção a uma plataforma cada vez mais automatizada, baseada em inteligência artificial e orientada por dados.

Para os anunciantes, isso significa acesso a novos recursos, formatos e possibilidades de otimização.

Para profissionais de mídia paga e agências, representa a necessidade de dominar não apenas novas funcionalidades, mas principalmente uma nova forma de estruturar campanhas e fornecer dados de alta qualidade para os algoritmos do Google.

Mais do que acompanhar uma atualização de interface, compreender essa mudança será fundamental para aproveitar todo o potencial das campanhas do Google nos próximos anos.

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